Você trabalharia “de graça”?

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O mundo, ou pelo menos, uma boa parte do mundo ocidental, admiradores ou não do futebol americano, viu o retorno de Rihanna aos palcos durante o intervalo do Super Bowl. Depois de ficar 4 anos sem se apresentar e mais dedicada à maternidade de seu primeiro filho e às suas empresas de moda e beleza, Rihanna não só voltou em alto estilo como anunciou que estava grávida do segundo bebê.

Rihanna é, segundo a Forbes, a mulher mais jovem a se tornar uma bilionária pelos seus próprios feitos, ou seja, “a self-made Woman”. Uma mulher preta, de Barbados que não veio de uma família abastada nem herdou uma fortuna e que revela ser uma super empreendedora. Sua participação no Super Bowl também chamou a atenção pelo fato dela não ter cobrado e não ter recebido cachê pela sua performance.

Talvez, muitas pessoas se perguntam porque alguém trabalharia “de graça”, mas neste caso especificamente, o retorno financeiro que ela deve ter tido ao usar o Super Bowl para promover suas marcas deve ser infinitamente maior que o melhor cache. Rihanna, como uma empresaria que não perde oportunidades, chegou a pegar um “pó compacto” da sua marca e fingir que estava retocando a maquiagem enquanto cantava uma música. Além disso, antes do dia do show, ela lançou uma linha de cosméticos com a embalagem em formato de bola de futebol americano e até uma camiseta com a frase “O show de Rihanna interrompido por uma partida de futebol. Estranho, mas fazer o que?”

Fazer trabalhos voluntários, pro bono ou aproveitar uma super oportunidade para promover seu negócio não são tão incomuns e Rihanna não é a primeira a se apresentar “gratuitamente”. Aliás, muitos artistas em início de carreira abrem shows de famosos sem cobrar nada mas, em contrapartida, se apresentam para uma plateia potencial e passam a ficar conhecidos.

Eu assisti o show da Rihanna na íntegra e saber das estratégias de marketing que ela usou me fez refletir sobre os trabalhos voluntários, gratuitos e atendimentos pro bono que já realizei e ainda realizo. Fazendo um balanço, o que concluí foi que sempre valeu muito a pena, especialmente quando eu tinha clareza do que iria colher ao fazer o plantio certo. A vida, com certeza, tem essa dinâmica maravilhosa da natureza: o que se planta, colhe. Ou se preferir levar para o lado espiritual, dizem que “é dando que se recebe”.

E aí, faz sentido para você? Já fez algum trabalho gratuito, voluntário ou pro bono? Eu adoraria saber o que você colheu.

(Cris Ferreira)

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