Durante décadas, o continente antártico foi tratado como um espaço exclusivamente masculino. Até 1969, alguns países mantinham regras formais que proibiam mulheres de participarem de expedições científicas. As justificativas iam desde a suposta incapacidade de suportar o frio extremo ou carregar equipamentos pesados até argumentos abertamente sexistas, como a ideia de que mulheres seriam uma distração para os homens ou não conseguiriam viver sem consumo, conforto ou vaidade. Nenhuma dessas alegações tinha base científica.
A Antártica foi construída simbolicamente como um território de conquista heroica masculina. Um espaço associado à força, isolamento e bravura, onde o cientista era imaginado como um explorador solitário, sem vínculos familiares. A ciência polar se desenvolveu dentro desse imaginário, que nunca foi neutro em termos de gênero.
Hoje, mulheres estão presentes na Antártica em diferentes funções. São pesquisadoras, técnicas, médicas, líderes de expedição e chefes de estação. Elas coordenam projetos, coletam dados em temperaturas abaixo de zero e passam semanas ou meses em ambientes isolados do resto do mundo. Ainda assim, os desafios permanecem, especialmente quando se cruzam gênero, maternidade e acesso a oportunidades.
O ambiente antártico impõe dificuldades específicas às mulheres. O frio extremo exige preparo físico e equipamentos adequados, mas muitos desses equipamentos ainda são projetados para corpos masculinos. Luvas grandes demais, macacões que não vedam corretamente e botas inadequadas não são apenas desconfortáveis, mas representam riscos reais à segurança em campo.
Além das dificuldades físicas, há desafios sociais. A convivência em estações científicas e navios é intensa e sem possibilidade de afastamento. Relatos de assédio sexual, comentários inadequados, piadas e questionamentos constantes sobre competência ainda fazem parte da experiência de muitas pesquisadoras. Em um ambiente isolado, denunciar essas situações nem sempre é simples.
A maternidade é outro fator que pesa de forma desigual. A ciência polar exige disponibilidade total para viagens longas e convocações de última hora, o que entra em conflito com a realidade de muitas mulheres, que seguem sendo as principais responsáveis pelo cuidado com filhos e família. A pergunta “quem fica com a criança?” ainda recai quase exclusivamente sobre elas. Para mulheres com filhos, participar de expedições antárticas se torna muito mais difícil sem uma rede de apoio sólida.
Apesar disso, muitas seguem indo para a Antártica, deixando filhos sob os cuidados de maridos, avós ou familiares próximos. Essa decisão, no entanto, costuma vir acompanhada de culpa e julgamento social, algo raramente imposto a homens cientistas em situação semelhante.
A gravidez impõe outro limite. Por ser um dos lugares mais isolados do planeta, a Antártica conta apenas com atendimento médico básico, voltado para emergências e pequenos procedimentos. Não há hospitais de grande porte, UTI especializada ou estrutura para partos e complicações obstétricas. Por segurança, mulheres grávidas não participam de expedições antárticas, o que muitas vezes as exclui de trabalhos de campo que acontecem apenas uma vez ao ano e são determinantes para a carreira científica.
O cinema e a cultura popular ainda reforçam a imagem do cientista polar como um homem solitário, heroico, sem vínculos familiares. Esse imaginário afasta meninas da ciência e reforça a ideia de que a pesquisa antártica não combina com o feminino. Na prática, o que não combina é uma ciência que ignora as desigualdades que ela mesma produz.
O acesso a recursos também segue desigual. Mulheres, especialmente em países do Sul Global, enfrentam mais dificuldades para captar financiamento, liderar grandes projetos e obter patrocínios. Expedições antárticas são caras e, quando os recursos são limitados, tendem a beneficiar quem já ocupa posições centrais no sistema científico, historicamente dominadas por homens.
Ao destacar a realidade das mulheres na Antártica, o 11 de fevereiro deixa claro que a data não é comemorativa. Ela existe como um marco de cobrança. A presença feminina na ciência não é exceção nem concessão, mas um direito. Em um momento em que o planeta enfrenta uma crise climática sem precedentes, excluir mulheres da produção de conhecimento científico significa empobrecer diagnósticos e limitar soluções.
A Antártica, além de termômetro das mudanças climáticas, segue sendo um espelho das desigualdades que a ciência ainda precisa enfrentar.
Contato para imprensa:
Nome: Francyne Elias-Piera
E-mail: contato@gelonabagagem.com.br
Instagram: @gelonabagagem
YouTube: Gelo na Bagagem
Site: www.gelonabagagem.com.br
Dra. Fran é fundadora e Presidente do Instituto Gelo na Bagagem, influenciadora digital, especialista em ecologia polar e ESG ambiental. Atua na formação de professores, criação de conteúdos educativos e palestras sobre Antártica, mudanças climáticas e oceanos.
]]>A preocupação é constante. A dúvida é enorme e gera medo. E o medo gera dúvida novamente. No entanto, tudo o que está acontecendo nos deu a certeza do que sempre foi dito: na vida, controlamos pouco. O que realmente controlamos, e que ainda não é fácil de fazer, são nossos pensamentos, a maneira como reagimos aos acontecimentos da vida. Nossos pensamentos são, na maioria das vezes — para não dizer quase sempre —, responsáveis por nossos comportamentos físicos, emocionais e viscerais. Sim, nossos órgãos respondem a todos esses comandos vindos da mente, que comanda tudo.
Portanto, precisamos começar a pensar de forma diferente. E quando digo diferente, não estou descartando o negativo. O conceito de positividade precisa de uma explicação melhor. E sim, tudo começa com você. Não se desespere! Por mais difícil que seja — porque existem hábitos mentais a serem mudados — é possível e alcançável começar a pensar de forma diferente.
Um dos alicerces a serem construídos está dentro de si mesmo. A autoestima é fundamental para se manter elevada, mas a autoaceitação e o amor-próprio são o suporte que nos sustenta quando a autoestima está baixa. Esta última se define pela forma como nos avaliamos, levando em conta os padrões (sempre inconscientes) que regem nossa sociedade e família. A autoaceitação, que possibilita o amor-próprio, é a maneira como lidamos conosco, com o que há de bom em nós, com o que há de menos bom e com o que, eventualmente, nunca seremos ou teremos.
Como gostar mais de si mesmo, do seu eu interior? Como aceitar as suas limitações e destacar as suas verdadeiras qualidades, para se sentir mais forte, dando o melhor de si na vida e deixando ir aquilo que não está sob o seu controle?
Comece respondendo a esta pergunta: Quanto tempo você costuma gastar se lamentando? Pense, mas não se culpe demais. Relaxe. Você pode fazer isso quando quiser. Aliás, você precisa se acostumar com o fato de que estar vivo e ser humano inclui, de vez em quando, sofrimento. Inclui não estar bem, sem que isso signifique que você seja assim, sem que isso defina você como pessoa.
No entanto, você não deve prolongar esse período (sentindo pena de si mesmo), pois isso não significa amar ou respeitar a si mesmo. Em excesso, significa se penalizar, se maltratar. Nossa mente não substitui apenas o pensamento. Portanto, se quisermos que essa ou qualquer outra emoção passe, precisamos levar em conta que são nossos pensamentos que a alimentam e que, por isso, precisamos mudar o foco. Sabemos que não é fácil. Mas com calma e persistência, você conseguirá. Leia atentamente as dicas a seguir e não demore muito para começar a colocá-las em prática. É urgente voltar a se amar! Seu EU, mais do que nunca, precisa de você.
Reserve uma hora por dia só para você. Essa hora pode ser dividida em duas meias horas “gastas” em momentos diferentes ou em quatro quartos de hora, por exemplo, distribuídas ao longo do dia. (Re)comece aquela atividade que você sabe que te faz tão bem, mesmo que seja por videochamada. Coma aquela refeição que você tanto gosta (e não aquela que os outros sugerem); ouça aquela música que te faz dançar sem você perceber (e não aquela que você só ouve porque está na moda); vista as roupas que te fazem feliz (e não as que os outros acham que ficam bem em você); assista àquela série que te prende como nenhuma outra e ignore se as pessoas estiverem zombando de você em casa.
Comece aceitando as emoções que você sente, sem se julgar. No entanto, não as alimente. Depois, tente pensar em outras coisas, pessoas ou eventos da vida que lhe trazem felicidade. Experimente ouvir meditações ou podcasts relacionados ao Scanner Emocional ou à Fórmula da Chuva . Isso ajudará você a compreender melhor essa ideia.
Chorar faz bem e lamentar-se por um tempo nem sempre é tão negativo quanto pensamos. Precisamos desabafar! No entanto, imponha um limite de tempo. Não permita que essa postura o controle. Não lhe fará bem algum e só aumentará o sentimento de depressão. Para melhor compreender e praticar o conceito de autocompaixão, procure na internet meditações e podcasts com o mesmo nome. Ouça com a mente e o coração abertos.
Tenho certeza de que seus amigos e familiares podem te ajudar a lembrar de suas virtudes. Aproveite e faça uma lista com duas colunas. Em uma coluna, escreva o que você considera ser bom em si mesmo e, na outra coluna, escreva o que você considera ser “menos” bom. Não perca tempo com autocrítica e concentre-se em estratégias para aprimorar (ou não perder) suas qualidades potenciais e minimizar o que poderiam ser seus “defeitos”.
Permita-se deixar ir aqueles que querem sair da sua vida e liberte-se de objetos ou situações que já não fazem sentido para você. Abandone ideias e crenças limitantes que já se provaram inadequadas e prejudiciais. Compreenda que tudo é um ciclo e que tudo o que tiver de permanecer na sua vida, sejam pessoas ou situações, só permanecerá se tiver de ser.
Faça o seu melhor para manter o que deseja na sua vida, mas depois entregue-se. Deixe fluir. Tudo tem uma razão para acontecer.
Reserve um momento do seu dia para se olhar no espelho, nos seus olhos. Não tenha medo do que possa sentir. Tente esquecer o mundo exterior e concentre-se nos seus olhos. Olhe-se nos olhos. Se conseguir, diga: “Eu gosto de você!”. Depois, pergunte ao seu eu mais íntimo: “O que, mesmo hoje, posso fazer por você para te fazer feliz?”.
Você pode até não conseguir fazer este exercício ou pode se sentir emotivo(a) e triste ao fazê-lo. Isso geralmente acontece porque não estamos acostumados a conversar conosco dessa forma. Se isso acontecer, não se preocupe. É tudo uma questão de hábito. Mas tente. Se você se sentir triste, concentre-se em algo que te faça feliz. E tente entender qual pequeno mimo, mesmo hoje, você pode dar à sua alma: uma ida ao salão de beleza? Assistir àquele filme que você vem adiando? Conversar com aquele(a) amigo(a) de quem você tanto gosta? Comer aquele bolo que você tanto evita? Seja o que for, seja o que for que esteja ao seu alcance, sem te prejudicar, tenha coragem e faça hoje!
Somos a única companhia que estará conosco, sempre, dia e noite, sem falta, até o fim de nossas vidas. Portanto, cuide de si mesmo, aprenda a se amar e se respeitar. Tudo fluirá melhor e finalmente haverá espaço para o que você mais deseja sentir: amor, paz, alegria e motivação.
Créditos: Frederica.com
]]>A data escolhida para essa celebração é o dia 19 de novembro, quando homenageamos as conquistas, a inovação e a resiliência das mulheres que lideram negócios e contribuem para o desenvolvimento econômico global.
Além disso, a iniciativa tem como objetivo ampliar cada vez mais as oportunidades para as mulheres nos setores corporativos, abrangendo não apenas empreendedoras, mas também profissionais de diversas áreas e cargos de destaque em grandes empresas.
Neste post, você entenderá a importância da celebração dessa data tão marcante e como valorizá-la da maneira correta.
Iremos abordar ao longo deste conteúdo:
Acompanhe!
A princípio, é certo que, atualmente, podemos encontrar mulheres liderando empresas e ocupando cargos de destaque que, até poucos anos atrás, eram ocupados apenas por homens.
Sendo assim, esse progresso pode ser considerado um marco significativo. No entanto, é importante ressaltar que essa luta ainda está longe de chegar ao fim, pois ainda existem muitos desafios a serem superados em busca da igualdade de direitos para as mulheres dentro do mercado de trabalho.
Além disso, na área da política, cada vez mais mulheres ocupam cargos relevantes, porém, muitas ainda sofrem discriminação e o mesmo ocorre em grandes corporações. Diversas mulheres, que ocupam cargos de liderança, ainda possuem salários menores do que os de homens que exercem a mesma função.
E, por esse motivo, ainda há muito a conquistar para garantir oportunidades iguais, promover a inclusão e combater o preconceito de gênero no ambiente corporativo. Nesse sentido, abre-se um leque de fatores econômicos, sociais, culturais e até políticos que interferem nesse processo e que ainda sofrem influências, tanto positivas quanto negativas, de diversos setores da sociedade.
Felizmente, existem muitas empresas que estão antenadas com o futuro e que procuram evitar qualquer tipo de discriminação. Nesse sentido, no Brasil, as mulheres avançaram e representam hoje cerca de 24 milhões de empreendedoras.
Acima de tudo, grande parte dessas empreendedoras iniciaram seus negócios por necessidade e raramente contam com sócios, de acordo com dados do Sebrae. Outro motivador é o desejo de alcançar independência financeira.
Ainda segundo o Sebrae, no Brasil, grande parte das empreendedoras possuem em torno de 40 a 43 anos. Apesar do padrão recorrente de idade, podemos encontrar as empreendedoras brasileiras em setores distintos e, muitas delas, deixaram seus cargos nas empresas para abrir o seu próprio negócio.
Um dos grandes nomes do empreendedorismo feminino atual é Raquel Molina. Essa famosa empreendedora ousou deixar para trás para trás sua posição como consultora de TI para estabelecer sua própria empresa de vendas e treinamento para pilotos de drones.
A história de Raquel serve de inspiração para outras empreendedoras, porque demonstra coragem, determinação e visão empreendedora, requisitos muito importantes para quem deseja adentrar no universo do empreendedorismo feminino.
Primeiramente, é importante relembrar que o dia 19 de novembro foi estabelecido pela ONU como a data para comemorar o Dia do Empreendedorismo Feminino. Desde a sua definição em 2014, essa data se tornou um marco significativo e representa um dos agentes transformadores sociais do mundo, impulsionando e inspirando milhares de mulheres.
Além disso, essa data trouxe à tona a discussão sobre a igualdade dos direitos entre homens e mulheres e vem avançando cada vez mais em diversos setores do trabalho e da economia mundial. Porém, infelizmente, essa não é uma realidade comum em todos os países. Apesar disso, países desenvolvidos e subdesenvolvidos já apontam para essa nova e mais justa tendência.
Essa iniciativa busca promover a igualdade de gênero, incentivar a participação feminina nos negócios e garantir que as mulheres tenham acesso a recursos, capacitação e redes de apoio necessários para alcançar o sucesso profissional.
Ou seja, a definição dessa data é uma oportunidade para destacar as conquistas das mulheres empreendedoras e trabalhar em direção a um mundo mais igualitário e inclusivo. Contudo, as mulheres ainda enfrentam muitos desafios no ramo do empreendedorismo.
Uma das principais barreiras enfrentadas pelas empreendedoras é a falta de acesso a financiamento e capital. Outro desafio significativo é a conciliação entre a vida profissional e a vida pessoal. As mulheres costumam enfrentar uma carga desproporcional de responsabilidades domésticas e familiares, o que pode dificultar a dedicação total ao empreendimento.
Para além, ainda há a questão da representatividade e dos estereótipos de gênero presentes na sociedade. Muitas vezes, as mulheres empreendedoras são subestimadas e não recebem o reconhecimento adequado por suas realizações.
Por esse motivo, o Dia do Empreendedorismo Feminino é muito importante e proporciona uma oportunidade a mais para que a sociedade civil possa refletir sobre esses desafios e trabalhar de maneira conjunta para superá-los.
Por fim, o Dia do Empreendedorismo Feminino é um movimento significativo que busca incentivar e aumentar a participação das mulheres no mercado de trabalho, especialmente em funções de liderança e relevância. Essa data desempenha um papel fundamental ao promover a igualdade de gênero e capacitar as mulheres a assumirem papéis empreendedores e de destaque.
Uma vez que, na prática, a maioria das mulheres empreendedoras, além de possuírem seus próprios negócios, ainda precisam cuidar dos filhos, realizar outros afazeres domésticos e enfrentar obstáculos sociais e culturais.
Créditos: gestaoclick
]]>Dessa forma, a falta de clareza pode impactar desde decisões de carreira até processos de recrutamento e seleção e recrutamento digital. Afinal, quem se conhece bem tem mais confiança para se posicionar e se destacar, melhorando até a experiência do candidato em entrevistas e dinâmicas.
Se você quer entender melhor sobre essa habilidade, fica com a gente que neste artigo, reunimos os melhores livros para ajudar você nessa jornada!
Os livros de autoconhecimento ajudam a desenvolver a habilidade de olhar para si mesmo com mais clareza, entendendo melhor seus pontos fortes, limitações e propósito.
Assim como citamos antes, um estudo da psicóloga organizacional Tasha Eurich revelou que muitas pessoas acreditam ser autoconscientes, quando, na verdade, apenas 10 a 15% realmente são.
Isso significa que muitos de nós temos pontos cegos sobre quem realmente somos.
É por isso que esse tipo de livro oferece reflexões e ferramentas práticas para reduzir essa lacuna no nosso conhecimento sobre nós e fortalecer habilidades essenciais no mercado de trabalho, como:
No RH, por exemplo, o autoconhecimento é fundamental para profissionais que desejam construir um employer branding forte e melhorar a gestão de candidatos.
Portanto, quem deseja aprimorar sua autoconsciência e potencializar sua carreira, esses livros são um ótimo caminho. E no próximo tópico, reunimos uma lista com algumas das melhores indicações para você começar!
O autoconhecimento faz toda a diferença tanto na vida pessoal, quanto na carreira e quando você entende melhor quem é, consegue tomar decisões mais estratégicas, se relacionar melhor com as pessoas e até se destacar no mercado.
Inclusive, você sabia que uma das maneiras mais práticas de desenvolver essa habilidade é por meio da leitura? Sabendo disso, selecionamos livros de autoconhecimento que são referência para qualquer profissional que busca crescimento e desenvolvimento:
Em O Poder do Hábito, Charles Duhigg desvenda como os hábitos se formam e, mais importante, como podemos mudá-los para alcançar melhores resultados na vida e no trabalho.
Ele traz exemplos reais, como o caso de uma mulher que transformou sua vida mudando pequenos padrões ou de uma empresa que revolucionou suas vendas com uma simples adaptação, o autor mostra que o segredo do sucesso está em entender o que nos move no dia a dia.
Seguindo essa linha, a psicóloga Carol S. Dweck explica o conceito de mindset, que é a mentalidade com que lidamos com o aprendizado, o fracasso e o crescimento.
Assim, segundo Dweck, existem dois tipos principais de mindset: o fixo, em que acreditamos que nossas habilidades são imutáveis, e o de crescimento, em que entendemos que podemos evoluir com esforço e aprendizado.
No ambiente de trabalho, essa mentalidade faz toda a diferença, impactando desde a forma como lideramos equipes até o desenvolvimento de talentos.
Na mesma pegada, Cortella convida o leitor a fazer uma reflexão sobre propósito, motivação e satisfação profissional. Ele mostra que, mais do que buscar um bom salário, é preciso encontrar sentido no que fazemos diariamente.
Ao longo do livro, Cortella discute os desafios e incertezas da carreira, o impacto do autodesenvolvimento e a importância de empresas que valorizam o crescimento dos colaboradores.
Outra indicação é o livro de Haemin Sunim, monge e professor zen-budista, que traz uma perspectiva sobre como a pressa pode nos impedir de aproveitar a vida e tomar decisões com mais clareza.
Esse livro de autoconhecimento combina ensinamentos filosóficos com dicas práticas para cultivar a paz interior, melhorar relações e até lidar melhor com o trabalho. Para quem atua com gestão de pessoas, desacelerar pode ser a chave para decisões mais empáticas e estratégicas.
Já o best-seller de Brené Brown nos desafia a enxergar a vulnerabilidade como força. Ela mostra como o medo de não sermos “bons o suficiente” nos limita e como aceitar nossas imperfeições pode transformar nossas vidas.
Então, para quem trabalha com Gestão de Pessoas, esse é um grande aprendizado, pessoas que aceitam suas vulnerabilidades são mais empáticas, inspiram confiança e fortalecem a cultura organizacional.
Mais um clássico da psicologia, este livro de Carl Jung explora o inconsciente e como ele influencia nossos pensamentos, emoções e ações sem que percebamos.
Nesse livro, Jung discute a importância de integrar o consciente e o inconsciente para alcançar equilíbrio e autoconhecimento. Essa jornada de descoberta pode transformar a forma como lidamos com desafios e tomamos decisões.
Aqui temos um livro essencial para quem quer desenvolver relacionamentos mais saudáveis e produtivos. Daniel Goleman popularizou o conceito de inteligência emocional, mostrando como ela impacta o sucesso profissional e pessoal.
Ele explica que reconhecer, entender e gerenciar emoções pode ser mais importante que o QI. No ambiente de trabalho, essa habilidade pode fortalecer a equipe, melhorar a comunicação e contribuir para um clima organizacional mais positivo.
Esse livro de Mark Manson é outra leitura indispensável, porque traz uma abordagem bem-humorada sobre o que realmente importa. Ele desafia a ideia de que devemos agradar a todos o tempo todo.
Assim, com uma linguagem irreverente, ele ensina a focar no que faz sentido e deixar de lado a pressão externa. É um lembrete poderoso para qualquer profissional: menos cobrança excessiva, mais autenticidade e criatividade.
Neste livro, Ryan Holiday mostra como o ego pode ser um grande obstáculo para o sucesso. Muitas vezes, a vaidade e a arrogância nos afastam de oportunidades de crescimento. Ele defende a humildade e a autocrítica como ferramentas essenciais.
Para profissionais de RH e D, esse aprendizado é valioso porque os melhores colaboradores podem ser aqueles que controlam o ego, priorizam a colaboração e tomam decisões focadas no crescimento da equipe.
Stephen Covey oferece um guia de sete hábitos para transformar a vida pessoal e profissional. Entre eles, destaca a importância de ser proativo, de focar no que é realmente importante e de buscar sempre o desenvolvimento contínuo.
No campo de Gestão de Pessoas, os ensinamentos de Covey são um alicerce para construir uma equipe mais eficiente e alinhada com os objetivos organizacionais.
Hal Elrod apresenta um método simples e poderoso: transformar suas manhãs para melhorar sua vida. No livro, ele sugere práticas como meditação, leitura e exercícios para começar o dia com mais energia e foco.
Portanto, para quem busca produtividade e liderança, esse livro traz insights sobre como pequenas mudanças na rotina matinal podem impactar positivamente o desempenho individual e o trabalho em equipe, criando um ambiente mais motivador e eficiente.
Neste livro de autoconhecimento, John Kotter apresenta um método estruturado para liderar transformações organizacionais de forma eficaz.
Seu modelo de oito passos para a gestão de mudanças se tornou referência global para líderes e gestores que enfrentam cenários de incerteza e inovação.
Se você é da área de Gestão de Pessoas, aplicar esses princípios pode minimizar resistências, engajar equipes ao conduzir mudanças estratégicas no ambiente corporativo.
Ben Horowitz compartilha sua visão sobre a gestão de empresas em tempos de crise, oferecendo insights sobre como lidar com adversidades e tomar decisões difíceis com confiança.
Assim, é um livro especialmente relevante para profissionais de RH e líderes em geral, pois oferece lições importantes sobre a importância de manter a calma, a clareza e a empatia ao liderar equipes em momentos de incerteza, ajudando a criar um clima de confiança e resiliência.
Entender o propósito é importante, mas lidar com a ansiedade também. Augusto Cury, explica como o excesso de informação e pressão afetam nossa mente e ensina estratégias para controlar os pensamentos.
Para líderes e recrutadores, esse conhecimento é valioso. Criar ambientes menos sobrecarregados e humanizar processos seletivos reduz o estresse e melhora a experiência de candidatos e colaboradores, tornando o trabalho mais saudável e produtivo.
Além da ansiedade, outro desafio é enxergar o mundo de forma limitada. Neste livro de autoconhecimento, Chimamanda Ngozi Adichie mostra como narrativas simplificadas distorcem a realidade e reforçam estereótipos.
No contexto da Gestão de Pessoas, essa leitura pode ser interessante para construir ambientes mais inclusivos. Líderes e recrutadores que valorizam múltiplas perspectivas criam equipes mais diversas, inovadoras e respeitosas, o que fortalece a cultura organizacional.
Por fim, é importante dizer que seja no desenvolvimento pessoal ou na triagem de currículos e seleção de talentos, o autoconhecimento é essencial.
Créditos: Sólides blog
]]>No Brasil, o empreendedorismo feminino 50+ vem ganhando cada vez mais relevância. Segundo dados do Sebrae, 2,7 milhões de mulheres acima dos 55 anos são donas de negócios no país, muitas delas iniciando um novo ciclo profissional após transições de carreira, aposentadoria ou mudanças pessoais. Esse movimento reflete não apenas a busca por propósito e autonomia, mas também uma ressignificação do envelhecimento e da presença feminina no mercado.

A fisioterapeuta e empreendedora Carmen Rita é um exemplo dessa nova geração de mulheres que estão transformando esse cenário. “O que me motivou foi a vontade de viver com propósito, liberdade e significado. Depois de tantos anos dedicada à fisioterapia e ao Pilates, percebi que ainda havia muito por fazer, não apenas no cuidado com o corpo, mas no fortalecimento da mente e do espírito. Aos 50, a maturidade trouxe clareza: eu não queria apenas atender, queria transformar vidas”, conta.
Para ela, o principal desafio das mulheres 50+ no mundo dos negócios é reafirmar o próprio valor em uma sociedade que ainda associa inovação à juventude. “Muitas vezes, somos questionadas não pela capacidade, mas pela idade. Também há o medo do novo, da tecnologia e das mudanças rápidas. Mas quando nos conectamos a outras mulheres e buscamos capacitação, tudo muda. O Sebrae tem um papel essencial nisso, com ferramentas e acolhimento para transformar sonhos em negócios sustentáveis”, destaca. Mais do que um obstáculo, a idade se torna uma vantagem competitiva.
“A maturidade nos dá visão estratégica, empatia e discernimento emocional. Aprendemos a ouvir mais e decidir com base na experiência. Isso faz toda diferença na gestão de pessoas e na criação de um ambiente de trabalho humano e inspirador”
Carmen Rita, empreendedora
De acordo com Marina Barbieri, coordenadora do Sebrae Delas em Santa Catarina, o avanço das empreendedoras 50+ mostra uma mudança cultural importante: “Essas mulheres estão mostrando que a maturidade é sinônimo de potência e inovação. Elas trazem bagagem, sensibilidade e propósito, atributos fundamentais para um empreendedorismo mais humano e sustentável. O Sebrae Delas tem atuado justamente para fortalecer essa rede de apoio, oferecendo capacitação, inspiração e conexões que impulsionam novos ciclos de vida e de negócios”, afirma.
Com histórias que unem propósito e reinvenção, as mulheres 50+ estão redesenhando o mapa do empreendedorismo no país. Como resume Carmen: “A vida não termina quando os ciclos mudam, ela se reinventa quando a gente escolhe recomeçar”.
O Delas Summit é o maior evento de empreendedorismo feminino do Sul do Brasil, promovido pelo Sebrae/SC, através do Programa Sebrae Delas. Em sua próxima edição, que será realizada nos dias 30 e 31 de outubro no CentroSul, em Florianópolis, o encontro reunirá mais de 6 mil mulheres, 120 palestrantes, 300 expositoras e uma ampla programação de conteúdo, experiências e networking. Entre os destaques estão a etapa nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2025 (PMSN), que reconhece trajetórias de sucesso em cinco categorias, e a Caravana Sebrae Delas, iniciativa itinerante que percorre diversas regiões do Brasil com ações de educação financeira e acesso ao crédito, e que terá parada especial no evento.
créditos: https://agenciasebrae.com.br/
]]>Como membro do conselho, Gisele Bündchen participará do processo de seleção dos cinco vencedores da edição de 2025, em uma sessão de julgamento liderada por Dame Christiana Figueres, presidente do Prêmio Earthshot e uma das principais arquitetas do Acordo de Paris. “O prêmio dá luz a soluções que inspiram esperança e transformação”, afirmou Gisele em comunicado divulgado à imprensa.
]]>“Estou orgulhosa de representar o Brasil ao compartilhar essas histórias com o mundo.” Gisele Bündchen
Neste ano, o Earthshot Prize será realizado na América Latina pela primeira vez, com cerimônia marcada para 5 de novembro no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
Créditos: Forbes
Fundadora da FEX Educação, Zora foi reconhecida por sua trajetória voltada à formação de empreendedores e à construção de negócios com propósito. Durante o discurso, feito em português e inglês, ela destacou a emoção de representar o Brasil em um palco internacional. “Foi uma noite que ficará para sempre na memória. Estar entre empresários que estão transformando mercados e gerando impacto global é uma honra. Esse prêmio não fala apenas sobre mim, mas sobre um propósito que me acompanha desde o início: provar que é possível unir resultado, legado e impacto social”, afirmou.

Zora Viana é premiada na Suíça e consolida presença internacional com apoio da Gaivota Comunicação
Criada com o objetivo de conectar educação e empreendedorismo, a FEX Educação vem se destacando por promover cursos e programas que ajudam empresas a se estruturarem de forma sustentável. “Receber um reconhecimento internacional desse porte confirma que estamos no caminho certo: formando pessoas, fortalecendo negócios e abrindo fronteiras para o Brasil no cenário global”, disse Zora, que fez questão de dedicar a conquista à equipe. “Nada disso seria possível sem o meu time. Eles acreditam, confiam e entregam todos os dias muito além do esperado. Essa vitória é de todos nós.”
O EWI Global Awards 2025 reuniu empresários cujos negócios somados movimentam bilhões de reais. A cerimônia teve caráter beneficente, com recursos destinados a projetos de capacitação empreendedora. O evento foi organizado por Natália Mondelli, CEO da ONG Empowering Women for Integration, da B-Long Business School e do Mondelli Education Group. O cônsul da Suíça no Brasil, Fabien Clerc, também participou da celebração, reforçando o prestígio internacional do encontro.

Ao encerrar sua fala, Zora reforçou o compromisso com o propósito que orienta sua trajetória. “Este prêmio é uma celebração, mas também um combustível para continuar construindo. Quando a educação se torna o centro do negócio, os resultados vão além do financeiro e se transformam em legado.”
A premiação na Suíça também marcou um novo capítulo para a Gaivota Comunicação, agência responsável pela assessoria de Zora Viana e pela condução de sua estratégia internacional. O sucesso do lançamento do livro “Primeiro você escolhe a vida que deseja, depois o negócio que cabe nela”, realizado no mesmo período, consolidou o posicionamento da agência no mercado editorial e reforçou sua capacidade de levar autores brasileiros para além das fronteiras nacionais.

Sob a liderança da jornalista Carol Gaivota, a agência se destaca por seu olhar estratégico e pela habilidade de transformar histórias em pautas relevantes. “O marketing promove, mas a assessoria legitima. Nosso papel é gerar credibilidade e garantir que cada lançamento tenha vida longa”, afirma a diretora. Com 18 anos de atuação, a Gaivota Comunicação é referência em assessoria de imprensa, branded content e gestão de imagem, com projetos nas áreas de educação, negócios, cultura e luxo.
A trajetória de Zora Viana e o trabalho da Gaivota Comunicação reforçam uma tendência que vem ganhando força: a de empresários e autores brasileiros que buscam ampliar sua presença global, levando mensagens de impacto e propósito para além do país.
Informações: Carol Gaivota – jornalista, fundadora e CEO da Gaivota Comunicação
Instagram: @gaivotacomunicacao
Montreux, Suíça. Setembro de 2025
]]>
Nos bastidores, ferramentas como Eventbrite AI e Bizzabo analisam dados de inscrições e comportamento do público, ajudando organizadores a prever interesses e ajustar conteúdos em tempo real. Chatbots inteligentes cuidam da comunicação com os participantes, enquanto sistemas como o Grip utilizam algoritmos de matchmaking para promover conexões profissionais relevantes.
Durante os eventos, tecnologias de IA aplicadas à análise de sentimentos e expressões faciais avaliam o impacto das apresentações e aprimoram a experiência ao vivo. Traduções automáticas e legendas instantâneas também tornam os encontros mais inclusivos e globais.
No campo das Relações Públicas, a IA é uma aliada poderosa na gestão da reputação e no monitoramento da mídia. Plataformas como Meltwater e Brandwatch identificam tendências, sentimentos e possíveis crises, permitindo respostas estratégicas e imediatas.
Ao automatizar tarefas operacionais, a IA libera tempo para o que mais importa: a criatividade, a empatia e o relacionamento humano.
A combinação entre tecnologia e propósito está moldando uma nova era de comunicação mais inteligente, sustentável e emocionalmente conectada.
O futuro dos eventos corporativos já começou, e ele fala a linguagem da Inteligência Artificial.
Por: Márcia Damasceno
Relações Públicas.